Medo de Amar

Temos tanta dificuldade em amar, em acreditar e investir no amor.
Mesmo sendo nosso anseio mais profundo e necessidade mais ontológica, fugimos  e nos endurecemos.
Fomos mal amados e amamos mal.
Será por medo de sofrer, ou será pela banalização que vemos hoje dia em relação ao amor?
Qual tem sido nosso referencial de amor?
O amor dos contos de fadas ou o amor das novelas e filmes?
O amor das músicas dos dias atuais que falam de sexo, prazer, curtição e descompromisso?
Qual amor buscamos?
O amor tão banalizado gera cada vez mais pessoas feridas, machucadas e infelizes.
No amor está a única certeza da felicidade.
Um amor decidido, firme, coerente e principalmente perseverante.
Amar talvez seja como um garimpeiro que se empenha em retirar das pedras brutas a o que tem de mais precioso.
Lembro agora de um dos textos mais conhecidos sobre o amor:
"Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, sou como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine.
Mesmo que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência; mesmo que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, não sou nada.
Ainda que distribuísse todos os meus bens em sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada valeria!
O amor é paciente, o amor é bondoso. Não tem inveja. O amor não é orgulhosa. Não é arrogante.
Nem escandaloso. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor.
Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade.
Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.O amor jamais acabará. As profecias desaparecerão, o dom das línguas cessará, o dom da ciência findará." (I Cor 13)
Ahhh...se amassemos assim!

Que tenhamos coragem para amar e ser amado.







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