"A virtude está do meio"
Já está mais do que atestado que os extremos são sempre nocivos. Já diziam os filósofos, ainda na idade antiga, a virtude é o equilíbrio.

E a nossa experiência humana tem mostrado que nada nessa vida nada é tão preto ou tão branco, e sim quase sempre cinza ou colorido.
A inteligência é desenvolvida na dialética entre os extremos. Então, podemos certamente afirmar que toda polaridade é insuficiente ou até burra.
E porque insistimos em defender tantos os lados extremos, os polos? Talvez porque estar num dos extremos seja mais confortável, mais cômodo, mas para crescermos precisamos sair dessa zona, para amadurecermos precisamos da tensão entre os polos.
Dessa tensão, dessa dialéitca é que surgem novos apredizados, novas visões, novas percepções, a verdadeira metanóia.
Construimos a sabedoria no constante equilibrar da vida.
A própria radicalidade proposta por Jesus no Evangelho, não tem nada haver com o ser extremo. Ele remete ao sentido mais profundo da palavra, que é raiz. Viver sinceramente nossa raiz, nossa essência, nossa origem, sendo verdadeiros conosco mesmo.
Para nós, cristãos, a essência mais verdadeira e profunda do homem é o AMOR.
Então, viver a radicalidade é viver o amor em seu sentido mais profundo.
Mas não quero falar só aos cristãos, minha reflexão se dirige a todos nós, humanos, pois só conseguiremos ser cada vez mais HUMANOS quando conseguirmos buscar o equilibrio que não está, definitivamente, nos extremos. A sabedoria, a inteligência, o bem se escondem no "meio".
Na realidade política/social que vivemos no Brasil, por exemplo, nunca vamos progredir se não houver um diálogo verdadeiro entre os polos, os divergentes. Só assim encontraremos a sabedoria e a força para amadurecermos enquanto pessoa, enquanto sociedade, enquanto nação.
Assim é a vida, uma tensão contínua entre os extremos, tedemos sempre a optar por um lado extremo, mas viver agarrados nessas certezas absolutas não nos acrescenta, não nos engrandece e muito menos nos enobrece pelo contrário nos empobrece e emburrece.
Lembremos: a virtude está do meio!
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